Há um tempinho tenho visto no face, ouvido em conversas, lido em texto o que é uma mulher ideal, um cara ideal. O jeito ideal.
Isso me lembra um texto (talvez seja Hanna Arendt ou Adorno...nunca guardo nomes) que li sobre como a industria cultural generaliza a vida do individuo. E uma das maiores generalizações é o horóscopo diário que estipula que todos os nativos daquele signo terão o mesmo dia, igual, sem mudanças.
Ando lendo outro cara que chama Zygmund Bauman que tem um livro chamado 'Amor Líquido' .... O autor expõe como as relações estão liquidas. Se espraiam com facilidade. Ninguém consegue consistir um relacionamento sólido. O mundo está assim. Essas mídias sociais, informações bombardiadas all the time e sem profundidade está afetando ATÉ nosso amor.
O homem atual ama diferente. O amor segundo Platão virou utopia completa.
Hoje tudo tem-se receita.
1 grama de simpatia
2 kilos de sucesso
4 copos de dinheiro (bem cheios)
7 pitadas de 'não tenho problemas'
bata tudo e leve ao forno.
PRONTO. Você tem um namoro.
Isso me enoja. Não acho que eu seja certa, mas tenho meu jeito de amar, meu jeito de cuidar....e quero alguém, quero um homem que contemple esse meu jeito, que se pareça comigo.
Aliás, nem precisa ser parecido, mas, que acima de tudo, me admire. Pelo meu intelecto, pela minha força e garra, por minha pegada. A supercialidade se impõe de uma maneira tão brusca nos relacionamentos...
Até o fora virou algo descartável. ' Tchau queridinha, não te quero..passar bem'. E foda-se como o outro ficará, como o outro reagirá.
Nessa generalização gigantesca de amor duas coisas se dissolveram: Respeito e AMOR.
Não se ama mais...se tem o poder de amar. Pura heresia.
Aqui estou eu, mais uma vez batendo na mesma tecla.....mas, seria um suicídio me corromper a esse meio.
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