Amores,
Há alguns dias, algumas coisas vem se deperando comigo.
Vou tentar explicar pra vocês como uma micelania de peças forma um todo.
Acho melhor começar pelo respeito consigo, numa questão de mente. Depois explico o respeito pelo corpo.
Well, acabei de assistir aquele filme ' Comer, rezar, orar' (não especificamente nessa ordem). Não quero ser blasé, nem indo na onda da maioria, até porque odeio livros bestsellers (é, tenho esse preconceito, acredita?!), mas esse filme me fez refletir várias coisinhas que há um tempo eu tô tentando encaixar.
Primeiro coisa é o "suprir suas necessidades". Sempre fui super adepta do "faz o que tem vontade. Não fique com fome se o prato tá cheio na sua frente". Acho que as pessoas tem que se respeitar, se amar, porém, devem cessar suas necessidades, rs. Entretanto, esse é um caminho um pouco largo. Vai indo, vai indo, quando viu o turbilhão cresceu na sua vida e você não consegue se ver fora. Aí, já criou o vício, e, como sempre falo ' tem peito pra fazer, tem que ter cú pra aguentar'. Okay...O foda é que cansei disso, sabe?!
Tô com 20 anos, beirando os 21 (daqui a uns dias). Tenho certeza que já tive variadas experiências de relacionamentos. Dou dicas. As amigas sempre perguntam coisas. Me considero até meio malandrona (ui hahaha).
Só que o break veio! Até hoje não namorei (é, se eu disse pra você que namorei gatão, é pq não vi outro jeito de dizer que não tava mais afim, sorry!!!), por uma opção. Nunca me considerei em potencial atividade psicológica pra aguentar um namoro. Acho que é algo sério...e por ser mulher (quero FRIZAR que odeio essa parte), terei que abaixar a cabeça pra algumas coisas, né?! (quero FRIZAR que tentarei...não que vou conseguir, evidente). Decidi aproveitar a vida, sair, beber, dançar, paquerar, beijar, ...., hahaha. Tudo com muito sigilo, nada de ficar me gabando e fazendo com que os caras sentissem um respeito por mim ( alguns não tiveram, mas eles não tinham nem por eles, poor guys hahaha ).
Well, de uns meses pra cá, me peguei dentro do olho do furacão, tentando sair e não conseguindo. Percebi que entrei numa vida de solteira tão frenética, que acabei perdendo alguns pontos que sempre achei PRIMORDIAIS: Meu equilíbrio e meu respeito.
Não que eu esteja a Amy Winehouse da vez, todavia perdi um pouco do meu eu. Aliás, me desfoquei da Renata e passei a ser um saco de suprimir meus prazeres. Não digo sexuais, mas de comida, de sair, de beijar, de beber, dançar. Tudo ficou muito. O tempo pra mim, se esgotara.
Vendo esse filme, lembrei que quando fazia teatro tinha um lance de meditação antes de entrar em peça. Melhor falando, relaxamento. Sentavámos, respirávamos fundo, soltavámos o ar devagar, esvaziavámos a cabeça e entravámos no personagem. Aqueles pequenos minutos de " esvaziar a cabeça" me faziam encontrar o meu centro. Ía de encontro ao meu eixo e me sentia bem, saudável, alegre, tocada.
Obviamente, não voltarei a ser quando tinha 15 anos, nessa época, mas esqueci de como era bom a meditação aliada as minhas crenças religiosas e ao respeito que tinha por ter aquele momento MEU, só meu.
Não vou deixar de fazer aquilo que faço, sair, beber, comer, beijar, mas farei no MEU tempo, no meu respeito. As vezes, pela vida, correria, ou frustração esquecemos nosso time.A hora do break. A hora da ida. Apenas vamos naquela embalo e uma hora cansamos.
Não sei se estou cansada de ser SOLTEIRA. Mas cansei de simplesmente ir, ir, ir. Já fui muito. A solterice não me incomoda. Fazer o que você tem vontade, não tem preço. Mas assim como namoro, deve-se encontrar seu limite perante os outros. Se fazer entender. Se fazer mostrar. Equilibrar qual é p pedaço que as pessoas ocupam na sua vida e deixar claro que o pedaço seu, da sua própria vida, é bem maior.
O amor? Ele vem. Ele sempre vem. Quem impede somos nós mesmos. Emanar amor de dentro pra fora atraí o de fora como ímã. ;)
ps: Como esse post ficou grande, o post de respeito físico farei em outro!!
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